Millennials: a aposta de milhões da Sagres

Millennials: a aposta de milhões da Sagres

A Sagres vai investir tanto na nova campanha publicitária “Ninguém para Portugal” como investiu no Euro 2016 como patrocinador oficial da seleção. Uma mudança na imagem mas também na estratégia.

mercado de cerveja está em recuperação desde 2016 e a Sagres quer ganhar mais espaço. A nova campanha publicitária é um “novo impulso” que tem como protagonistas aqueles a quem se dirige: jovens empreendedores que querem levar o país para frente em várias áreas. Vai ser lançada no final da semana, dia 18 de maio.

Até 2016, o mercado da cerveja estava a perder o gás. O ano passado, a tendência inverteu e este ano está novamente a crescer. Dada a “forte posição da Sagres no mercado”, a evolução da marca terá influência no próprio mercado, defende Filipe Bonina, diretor de marketing na Central de Cervejas e Bebidas. A Sagres quer aumentar a quota pelo segundo ano consecutivo com a nova campanha. O total de investimento na campanha é de 7,5 milhões de euros, a mesma quantia que foi investida no Euro 2016, sendo a marca um dos patrocinadores oficiais da seleção portuguesa de futebol — grupo que arrastou o investimento até à final.

A campanha quer homenagear os millennials, uma geração que confrontada com a “desesperança da crise” responde com “sucessos que estão a aparecer de forma consistente” e portanto encarna a máxima do “ninguém nos para”, explica Filipe Bonina. Vários jovens empreendedores, de áreas que vão desde as artes à solidariedade social, darão a cara por esta campanha. Os apoios ao empreendedorismo deverão prolongar-se, agora “de forma mais estruturada” de acordo com Luísa Motta, responsável pelo marketing da Sagres.

Esta é a imagem da campanha, desenhada por Fábio “Kid” Galindro, um dos jovens a dar a cara pela Sagres e pela sua geração.

A mensagem pretende cativar os jovens sem esquecer os antigos consumidores. “Somos uma marca multitarget” clarifica Luísa Motta, responsável pelo marketing da Sagres, pelo que esta estratégia dever-se-á manter a curto e médio prazo. “Finalmente está a aparecer diversidade no mercado de cervejas” com novas escolhas no portefólio, observa Filipe Bonina, que prevê ainda “um mercado muito diferente daqui a 10 anos”.

Fonte: Economico Online