5 passos práticos para tirar a sua ideia inovadora do papel

5 passos práticos para tirar a sua ideia inovadora do papel

Muitas ideias ficam guardadas na gaveta sem que nunca saibamos qual teria sido seu desfecho.

Uma ideia inovadora passa por diferentes fases até gerar resultados. A fase crítica é a primeira milha da ideia. Aquele momento entre o insight criativo e o ganho de tração.  Tirar a ideia inovadora do papel é um dos maiores desafios para empreendedores e inovadores corporativos.

Muitas ideias ficam guardadas na gaveta sem que nunca saibamos qual teria sido seu desfecho. A experiência de ajudar empreendedores e intra-empreendedores nos permitiu estruturar 5 passos com o que há de essencial para tirar uma ideia do papel. Vamos nessa?

Colocar a ideia no papel

O primeiro passo para tirar a ideia do papel é, por incrível que pareça, coloca-la no papel. Um bom instrumento é o Idea Canvas desenvolvido pela Innoscience para ser utilizando na fase inicial da inovação. Mas por que colocar a ideia no papel?

  • Colocar a ideia no papel permite analisar a ideia sobre diferentes ângulos
  • Colocar a ideia no papel facilita a colaboração com sócios, colegas e parceiros
  • Colocar a ideia no papel é rápido e fácil (por vezes esquecido)
  • Colocar a ideia no papel torna claro quais suas hipóteses

Formar um time equilibrado

Oba!!! A ideia está no papel! Mas quem vai tira-la de lá? Você. E um time com competências complementares. A inovação não é trabalho de gênios criativos. Fazer uma ideia virar realidade requer pessoas que saibam refinar a ideia, testa-la e executa-la. Você conhece esses 4 perfis?

  • Idealizadores: Questionam, associam, percebem sinais e tem condição de antecipar oportunidades e montar uma proposta inicial sobre determinado tema.
  • Refinadores: Tem dificuldade de partir do zero mas são muito bons em fazer as ideias evoluírem, perceber falhas, identificar riscos e complementar abordagens ainda brutas.
  • Experimentadores: Prototipadores, alta orientação para testar e colocar para funcionar um projeto piloto que possa indicar aprendizados e até novos caminhos para a ideia. São flexíveis e abertos a incorporar aprendizados nas ideias.
  • Executores: Focados em implementação. Facilidade de gerenciar pessoas, orçamento, cronograma e fazer as coisas acontecerem dentro ou fora de grandes empresas.

 

Olhar a sua volta

Ok, ideia no papel, time montado e agora? É hora de pesquisar de forma organizada sobre:

  1. o problema que você quer resolver
  2. o cliente que pretende atender
  3. as tecnologias disponíveis
  4. o que existe de concorrente no mercado.

O fato de já existir algo similar não deve desencoraja-lo. O pior é ser pego de surpresa. Mas como você pode fazer isso? Com técnicas de pesquisa cientifica.

  • Desk research: Comece fuçando na internet tudo que existe sobre os temas acima. Google, bases científicas, pesquisas já realizadas, entrevistas….tudo!
  • Entrevista com Experts: Pesquise no Linkedin quem conhece do assunto e faça contato. Você não imagina como eles são disponíveis pra falar do que gostam e como isso pode ser um atalho pra você.
  • Benchmarking: Entenda direitinho as soluções alternativas que seu cliente tem pra resolver o problema que vivencia. Suas forças e fraquezas. É com elas que você será comparado. Vá até a loja. Compre no site concorrente.
  • Entrevista com usuários: Organize um roteiro para descobrir necessidades dos seus potenciais clientes. A entrevista em profundidade não é uma venda mas uma pesquisa para compreender prioridades, dores, expectativas.
  • Observação: Além de entrevista-los procure observar o comportamento dos seus potenciais usuários quando vivenciam o problema que você pretende resolver. Nem sempre a entrevista captura todas as nuances de como os clientes irão se comportar.

Aprofundar o job to be done

O quarto passo para tirar uma ideia inovadora do papel é entender em profundidade o problema que seu potencial cliente vivencia e para o qual compraria o seu produto ou serviço. Chamamos isso de o Job to be done do cliente. Essa metodologia foi popularizada pelo Prof. Clayton Christensen de Harvard que diz que “um job é o problema fundamental que o consumidor necessita resolver numa dada situação”.

Lembre-se: O cliente não quer comprar NADA. Ele tem problemas funcionais, sociais e emocionais para os quais contrata empresas que possam resolve-los. Na maioria das vezes ele compara seu produto com soluções absolutamente distintas das suas. A concorrência é entre resolvedores de Jobs e não entre produtos. A estrutura do Job é essencialmente contextual. Um cliente não escolhe entre um produto ou outro em função de suas características demográficas mas pela circunstância que enfrente.

  • Quando – situação
  • Eu quero – motivação
  • Então eu posso – resultado esperado

As técnicas de pesquisa apresentadas podem ajudar você a compreender mais o Job to be done de quem busca seu produto.

Não se esqueça: As boas ideias são aquelas focadas em Jobs atrativos. Mas quais são os Jobs atrativos? Os relevantes, frequentes e mal resolvidos na vida das pessoas segunda a avaliação de quem os vivencia.

Elaborar um plano de aprendizagem

O último passo é montar um plano para aprender o que você não sabe.

O objetivo é aprender com baixo custo, o mais rápido possível, antes de comprometer recursos significativos. O learning plan é um conjunto organizado de ações de ganho de previsibilidade, priorizadas conforme o impacto potencial na inovação para cada uma das principais dimensões de seu novo modelo de negócio. Escolher os métodos de experimentação. Priorizar os temas mais prementes e estratégicos. Testar as hipóteses. Executar pilotos. Desenvolver protótipos. Buscar validação com consumidores e usuários.

  • Classificação de Incertezas: Identifique e classifique por importância as incertezas de sua ideia.
  • Prioridade: Priorize quais devem ser testadas antes e quais você pode esperar pra depois.
  • Hipóteses: Defina qual sua hipótese para cada incerteza priorizada.
  • Métodos de aprendizagem: Selecione o melhor método para testar suas hipóteses. Há diversas alternativas desde um protótipo, piloto, versão beta, MVP entre outros.
  • Cronograma: Elabore o cronograma geral do plano de aprendizado.
  • Aprendizagem: Analise os resultados, identifique as variações e faça a correção de rumo da sua ideia.

Quando as condições são incertas, a melhor forma de gerir riscos e aumentar as chances de êxito do projeto, é elaborar, executar e aprender com um learning plan antes de comprometer grandes somas de recursos.

Não deixe sua ideia na gaveta. Os 5 passos apresentados podem fazer toda diferença para ajuda-lo a tirar sua ideia do papel. Mãos à obra!

 

Fonte: Maximiliano Carlomagno, StartSe